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Grávidas ao volante - Condução assumida por dois.

Em: 26/02/2011
CINTO

           Embora algumas gestantes reclamem de desconforto, as médicas são enfáticas em relação ao cinto de segurança. ''É fundamental o uso do cinto, que reduz complicação grave em caso de acidente. E há a maneira correta de usar'', afirma Márcia Rovena. O diretor de segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Harley Bueno, acrescenta que, além de nunca dispensar o cinto, é importante que não haja nenhum tipo de folga. ''O uso do cinto é lei. E isso é válido não só para grávidas, mas para qualquer pessoa. E não pode estar frouxo, pois em caso de colisão, causa um efeito elástico, resultando no dobro da carga'', explica.

           O assunto, inclusive, foi alvo de estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), e resultou num projeto de diretrizes para o uso do cinto de segurança durante a gravidez. Conforme o estudo, ''durante a gravidez, os acidentes de trânsito constituem-se na etiologia mais frequente de mecanismo de trauma, de hospitalização e a principal causa de óbito fetal relacionada a trauma materno''. Mas ''as mães que usam cinto de segurança sofrem menos ferimentos do que aquelas que não usam, reduzindo o risco''. Ainda de acordo com a Abramet, as mulheres grávidas que não usam cinto de segurança, quando envolvidas em acidentes, apresentam maior probabilidade de gerar filhos com baixo peso ao nascimento e partos 48 horas depois do acidente. Também dobra o risco de hemorragias no parto, além do aumento do risco, em 2,8 vezes, de morte do feto. O projeto também explica a maneira correta de a gestante colocar o cinto.

AIRBAG

           Há alguns anos, quando os airbags ainda eram raridade nos veículos, Cláudia Laranjeira lembra que havia dúvidas com relação a prováveis traumatismos no bebê, o que gerou certo medo em relação à condução (ou mesmo uso como passageira) de carros com airbag. Mas a médica esclarece que não existe nenhum estudo afirmando que a abertura do airbag possa causar problemas à gravidez. ''Não precisa desativar os airbags'', garante.

           O engenheiro Sérgio Ricardo Fabiano, membro do Comitê de Veículos Leves, da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), concorda: ''O airbag não faz mal à gestante. Nunca vi nenhuma recomendação de fabricante''. O importante, segundo ele, é manter uma distância de 15 cm a 20 cm do volante para, em caso de acidente, não forçar a barriga. E de, no mínimo, 20 cm do painel, quando a gestante estiver no banco do passageiro: ''Não existe recomendação de desativar o airbag. Pelo contrário, em caso de acidente, a chance de o airbag - claro que associado ao cinto de segurança - salvar é muito maior do que de representar qualquer risco''.

           ''Os benefícios do uso do airbag na gravidez superam os riscos, desde que a gestante use corretamente o cinto de segurança, recuando o banco o máximo possível'', garante o estudo da Abramet.

USO DO CINTO NA GRAVIDEZ

           O cinto de segurança de três pontos confere maior proteção à mãe e ao feto do que o subabdominal; Deve ser posicionado da seguinte forma: a faixa subabdominal tem que ser posicionada o mais abaixo possível da protuberância abdominal, ao longo dos quadris e na parte superior das coxas; a faixa diagonal deve passar entre a mamas e no terço médio da clavícula, posicionando-se lateralmente ao útero (barriga). Nunca sobre a barriga. No caso de uso de cinto abdominal apenas, deve pegar abaixo do útero.


Fonte: (http://transito10.com.br)